Nesta quarta-feira (19) o Sindserv (Sindicato dos Servidores e Servidoras Municipais de Itabuna) protocolou ofício na prefeitura de Itabuna manifestando preocupação com a morosidade e obstáculos criados pela gestão municipal para assinar o Acordo Coletivo de Trabalho e encaminhar as pautas já debatidas e negociadas, destacadamente a reposição salarial e o reajuste do ticket alimentação.
Para entrarem em vigor, tais demandas necessitam da aprovação de projeto de lei pela Câmara de Vereadores. Caso o projeto não seja encaminhado imediatamente, os ajustes não constarão na folha de pagamento do mês de junho, o que, além de desrespeitar o acordo celebrado na mesa de negociação, trará prejuízo para os servidores e servidoras.
Outros fatores de preocupação para Sindserv são os constantes atrasos salariais e no fornecimento dos vales transportes, que tem causado dificuldades para que os servidores e servidoras cheguem aos locais de trabalho. Servidores e servidoras da Fundação Marimbeta, da Assistência Social e de setores da administração ainda estão sem receber os salários referentes ao mês de maio. Depois de anunciar que cancelaria os vales transportes e recuar, a gestão ainda não autorizou o RH a liberar os vales.
A direção do Sindserv está na prefeitura todos os dias cobrando um posicionamento da gestão, mas ninguém assume a responsabilidade, num jogo de empurra-empurra repugnante. “Um diz que depende da Administração, o outro que depende da Procuradoria. Mas o que prevalece é o descaso para com o funcionalismo público municipal e a população, que sofre com repartições, escolas e postos de saúde sucateados, impregnados de mofo e sujeira, sem insumos básicos, o que obriga os servidores e servidoras a se sacrificarem ainda mais para manter esses equipamentos em funcionamento”, reclamou Wilmaci Oliveira, presidenta do Sindserv, Wilmaci Oliveira.
Caso a gestão não apresente solução para tais demandas, o sindicato convocará a categoria para ocupar a prefeitura na próxima semana, com direito a farofa e batucada nos corredores, não sendo descartada uma greve por tempo indeterminado.